quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Hoje quem fala não sou eu

http://www.youtube.com/watch?v=rlkismBvlQk

When the truth is
I miss you
Yeah the truth is
That I miss you so.

A warning sign
You came back to haunt me and I realised
That you were an island and I passed you by
And you were an island to discover

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Semtítuloainda

Engraçado como em alguns dias um sentimento grande, espaçoso e piniquento pode se transformar em algo quase não lembrado. Como de costume desde que comecei a fazer terapia, depois de alguns dias importantes ou no fim de alguma semana interessante, faço uma reflexão de como aquilo afetou a minha vida e de como pude ser influenciada pelo que aconteceu. O feriado tranquilo me trouxe uma paz que antes não existia dentro de mim. Hoje percebi que as agonias de antes foram trocadas por novas. Que o meu pensamento de antes, hoje é remetido a outra pessoa. E agora, apesar de ser difícil, procuro pensar num futuro diferente do esperado. Agora, sinto um frio na barriga antes de encontrar outra pessoa, o perfume que fixa na minha blusa é outro e os carinhos são diferentes. O final de semana me vez ver em como as coisas mudaram de rumo e em como eu to feliz com esse looping. Minha vida, recentemente pintada de preto&branco e sem som nenhum, hoje está começando a ganhar uma leve coloração e um rítmo diferente de qualquer outro que eu já escutei. E eu espero, ansiosamente e esperançosamente, que essas cores fiquem cada vez mais fortes e esse som se transforme num rock pesado. Porém, lembrando sempre, que essa cor não ofusque a visão e que esse som não encomode os ouvidos.

Ah, como eu to gostando de respirar novos ares, apesar de ainda estar no mesmo lugar. Essa brisa gostosa ainda não pode ser comparada a ventania de sentimentos bons que você me trazia. Mas, assim como a temperatura do mundo pode mudar, dentro de mim também podem haver grandes variações de temperatura.

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Sem graça

Todas as vezes que eu paro e penso no andamento da minha vida me dou conta que, apesar de mantê-la em momento, falta alguma coisa para apimentar, ou para, de certa forma, colori-la. Falta. Palavra essa que remete a outros pensamentos, a outros sentimentos que eu preferia manter bem afastados de mim. Não chamo isso de sofrimento, de doentio. Guardo esse sentimento (se é que posso chamar isso de sentimento) por pura opção. Gosto de manter em mim alguma lembrança de tudo que aconteceu. Esquecer. Verbo que eu tenho usado muito ultimamente, que tem deixado de ser apenas uma palavra e feito ação na minha cabeça. Como eu pude me esquecer de um dos melhores presentes que eu já recebi? E, se eu pelo menos tivesse esquecido o presenteador junto, seria mais fácil. Porém, isso fez ser difícil. Não esqueci e pior, não quero esquecer.

Hoje, as mensagens que recebo não tem mais a graça que tinha antes. Não recebo mais ligações de bom dia, nem depoimentos no meio da noite. Ir a praia no fim da tarde é uma coisa que eu não faço desde que você me deixou em casa da última vez. Romances não são tão empolgantes como costumavam ser. Afinal, hoje não sei nem se eles realmente existem ou se são ilusões da minha cabeça cansada de não ter em quem pensar. Se a psicologia não explicasse essa minha saída e essa minha negação pra tal sentimento mal resolvido por mim mesma, eu, com certeza, me acharia uma maluca qualquer. Minha diferença, talvez, de outras pessoas é a vontade que há em mim de achar alguém pra dar cor a minha vida novamente. Alguém já me falou que se não procurar, não acha. Outras mandam eu dar tempo ao tempo. Há músicas que tentam animar os desesperançosos e dizem que quem acredita sempre alcança. Para mim a verdade é que a música, antes dita minha, não toca mais na minha rádio. E eu preciso de outra melodia para dar rítmo aos meus dias cansativos.

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

"quando palavras me faltam, as copio."

É engraçado como certos pensamentos do passado vez por outra tornam a incomodar. Não remontam fatos realmente marcantes, são lembranças de coisas bestas, como aquela vez em que a angustiante demora dele responder no MSN foi pra te dedicar uma canção ou como aquela rua cheia de lombadas, antes nunca notada, arrancava comentários quando passavam juntos, ou quem sabe aquele sorvete de Laka que remete ao dia em que vocês fizeram um desastre na cozinha. E bate uma saudade diferente, aquela saudade que grita baixinho (sim, com esse paradoxo do grito sussurrado mesmo, pra ilustrar a indefinição do momento), que tem medo de se mostrar presente e escolhe os momentos mais aleatórios e inoportunos pra se manifestar.

Daí você se pega avaliando casa momento, cada pequena situação, cada olhada de canto ou alteração sutil no tom de voz que possam indicar um sinal de que ele se importa ou algum dia se importou. Passa a imaginar que a maneira como aquela vírgula foi colocada numa frase dele pode querer dizer que há um sentimento muito grande por trás, ou mesmo aquele "Bom Dia" dito diferente pode querer passar uma mensagem bem diferente de cordialidade matinal.

Diante de tantos sentimentos e lembranças contrapostos, só há mesmo que se pensar em uma saída: procurar conviver bem com o passado. Sossegar o coração, dar-se conta de que dificilmente se arranca a lembrança e que, enquanto houver a dor, por mais fina que ela seja, o latejar das feridas serve também pra lembrar do quanto podes se fortalecer no meio de tudo isso. Um dia, essas lembranças serão apenas causos contados pros amigos numa mesa de bar, arrodeados de risadas e "Cê acredita que isso aconteceu comigo? Digaí!".

(Maria Beatriz Saboya - http://drugstorephilosophie.blogspot.com)